Livro do mês: A Culpa é das Estrelas

“Brilha, brilha estrelinha. Que bonita você é”…

A Culpa é das Estrelas, escrita por John Green, conta a história de uma paciente terminal que não se socializa, tem uma mãe que vive em função dela e sabe que uns dos benefícios do câncer (se é que podemos falar isso) é conseguir que a dó que os outros tem de você o isente de ser sempre legal com as pessoas e com si mesmo.

De repente o amor surge, em forma de um primeiro namorado, um cara atlético de olhos azuis que apesar de usar uma prótese no lugar da perna tem 80% de vida. E quer viver essa vida de forma triunfante para deixar uma marca no mundo, ser lembrado, sobreviver à morte.

Hazel e Gus então se descobrem e vivem um infinito particular, mesmo sabendo que a marca que a maioria das pessoas deixa no mundo são cicatrizes. E me fazem viajar por Amsterdã, em cada cantinho que já conheci, montada na garupa de uma bicicleta retrô e brindando com champagne (que eles chamam de estrelas borbulhantes) a vida. Mesmo que quebrante e sem ar.

A Taís e a Dri que me deram este livro, choraram muito ao ler. Talvez porque ninguém sabe dar adeus a entes queridos quando eles se vão antes do tempo que julgamos certos. Talvez porque a morte é mais do que uma palavra, e muito forte para conseguirmos conviver com ela. Eu não chorei. Não quero pensar em ter que me despedir de ninguém. Já acho que em vida a gente perde muito tempo esperando chegar o final de semana para sair de casa, esperando que a noite chegue para poder descansar, esperando que o final de ano chegue para reunir a família, esperando por nada ou em vão encontrar algum sentido para darmos o nome de felicidade (ou amor, como queiram) e nos esquecemos de amar de fato, desejar bom dia a quem está do nosso lado, dizer eu te amo antes de dormir como se não fosse uma palavra frágil que desaparecesse como um sonho, parar para observar ao invéz de ficar ansioso para fazer. Enfim, perdendo muito tempo querendo transformar algo que já é lindo por si só.

Engraçado como tentei achar no google uma imagem da Hazel e do Gus sob a luz dourada do sol. Só então me dei conta que são personagens, não existem. Embora eles tenham conseguido deixar a sua marca no mundo, pelo menos para mim.

Nota 1 milhão. E um agradecimento especial a Tatá por acender as minhas noites. Não só com uma bela história mas por fazer a minha história de vida belíssima (SUA AMIZADE é meu maior presente).

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