NY baby

Detesto decepcionar meu próprio sonho. Não entendam mal: a viagem foi maravilhosa. Os arianos não empinaram a caroça. A família estava super unida. Minha dúvida é se graças ao frio ou apesar de. 

Eu sou deslumbrada por esta temperatura dos países que se dizem desenvolvidos, mas desta vez não consegui me sentir chique ou glamourosa. As sobreposições das 6 roupas, uma em cima da outra, me transformaram em um verdadeiro pinguim e tenho que confessar que as fotos ficam mais iluminadas ao sol (-14 graus nunca mais).

Os 14 dias se intercalaram em acordar às 9h, tomar banho, comer omelete, esperar os outros 5 fazerem o mesmo e sair de casa por volta do meio dia. Pegar o metrô 2 ou 3 da estação 110 em frente ao Central Park, depois de andar 4 quarteirões e meio e testar o quanto a mão estava congelada no dia. Parar na 42 Times Square e terminar na 34, onde se concentram todas as lojinhas de 10 dólares.

Não subi no Empire State, não patinei na neve, mas conheci a Estátua da Liberdade, atravessei a ponte de Brooklin e fui em um espetáculo da Broadway. Não visitei o Imagine dos Beatles, não conheci a cafeteria do Friends, não tirei foto na fachada da casa da das meninas do Sex and the city, mas fui ao NY inc, fiz um tour pela Madison Square e provei uma tortinha do Cake Boss.

Fiquei impressionada com a sujeira das ruas. Sacos e sacos de lixos amontados ou jogados a cada boeiro. Pessoal mal educadas atravessando a rua com o sinal fechado e tratando mal os turistas, principalmente brasileiros. Carros em filas dupla e motoristas que não perdem a oportunidade de fincar a mão na buzina. Transporte público que não chega na hora e metrôs fedorentos. E a gente falando mal do Brasil. Pedindo bença para converter nossas 2,60 dilmas no tão aclamado dólar e gastar malas de dinheiro com bandeiras vermelha e azul.

O que mais gostei em NY? Do apartamento que ficamos. Sétimo andar. Sétima avenida. Harlem. Tinha um quarto só meu, um edredom quentinho, secador de cabelo, guarda chuva, shampoo, cabides de veludo, toalhas, chinelo, barras de cereal, chás, tudo à disposição. Parecia um hotel onde meu marido fazia as vezes de cozinheiro e carregador de bagagens, nos isentando dos 20%. 

Uma saidinha na rua para almoçar, que variava entre pizza, sanduiche e macarrão com almôndegas não saia menos que 125 doletas. Uma média de 18 por pessoa (50 reais), fora a bebida. 

Bom, quero deixar claro que não estou reclamando. Se alguém precisar de um cicerone que fale inglês, sabe andar de metrô e visitar os pontos turísticos, pode me convidar no verão.

Amei rever o meu irmão. Tenho que dizer que ele é ótimo em tudo, agradecer pela paciência de ouro e dizer que ano que vem estaremos juntos novamente, aonde quer que for.

Ah, a Macys, Century 21. Target, que todo mundo indica, são bregas e não estão com nada. Bom mesmo é o Outlet de New Jersey.

 

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Salão de beleza em casa

Meu marido me acordou cedo com a brilhante ideia de estrear meu babyliss milagroso. Há tempos eu queria comprar um aparelho da Conair que faz cachos instantâneos. Eu estaria livre de horas e horas em frente ao computador tentando seguir alguns tutoriais no youtube e, consequentemente, não precisaria mais aparecer em casamentos sempre com o cabelo molhado (uma economia de quase 70 reais para quem costuma frequentar salões de beleza). E mesmo eu não sendo esta mulher, foi um bom argumento na hora de comprar o Infinit Pró Curl Secret por 163 dólares (149 + taxas) em Nova York. Eu já tinha rodado a cidade inteira e estava há 6 meses economizando para comprar o brinquedinho que aqui no Brasil chega a ser vendido por 900 reais. Mas confesso que depois que comprei percebi que precisaria de muito apoio moral para usá-lo. Não parece mas tenho muito cabelo (a Amanda pode confirmar). Então, a preparação que começa desde a lavada, e passa pelo secador, chapinha até o babyliss e spray secante não é fácil não. O aparelho em si é mão na roda, em 12 segundos a gente pode conquistar cachinhos de anjos ou de bruxa (dependendo da habilidade). Mas se até o nego conseguiu e disse que não tinha vergonha de sair comigo assim na rua, eu topei o desafio. Confesso que muita gente parou para olhar, só não sei se como sinal de aprovação ou susto. E para terminar o depoimento, devo dizer que saí de casa ao meio dia, mas a meia noite eu já estava mega hiper super descabelada, porque nem tanto amor sobrevive a algumas gotas de chuva…nem tanto amor.

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Ah, o vestido de 15 dólares comprado na Forever 21 é super tendência para este outono e semana passada a marca foi lançada aqui no Brasil, hein? A sandália preta custou 12 dólares e, para mim, foi disparada a melhor aquisição ever. O que acharam?