The Voice – última e quinta audição

Ontem teve um debate lá em casa. Não, não era o eleitoral. Conversávamos sobre algo mais importante. Até onde o The Voice, por ser um programa de entretenimento, pode mudar as regras no último minuto e deixar a Claudinha Leitte ter 13 participantes no seu time, 1 a mais do que os outros? Eu, como sou sempre do contra, e a favor de quem quebra regras, defendi o lado do cantor. Sua oportunidade de ingressar em um time mesmo que todos estejam completos. O nego já defende o ponto de vista de que o telespectador está acostumado com uma regra e que se for para existir uma excessão, que não seja por causa de uma mulher mimada, e que esta regra comece a ser aplicada no programa no ano que vem. Bom, não vou discutir se tem alguém certo neste caso.

Portanto, os selecionados da última noite foram: (soem os tambores)

Davi Lins cantou a música “Mais fácil”. Fiquei em dúvida se já conhecia a música, mas amei. É pagode chique, tá gente? Outro nível.

Franciele Karen foi de David Guetta, um tecno bem tuntitun, e não sei porque não viraram para ela. O mesmo papinho de 16 anos não tem experiência, muito caminho pela frente… Revolta.

Dilauri, mandou super mal, mas como esteve no programa no último ano, o Brown deu uma segunda chance. Cantou “Tá vendo aquela lua” que eu amo, mas não dá pra engolir quando acabam de recusar uma menina realmente profissa.

Maria Alice conquista Lulu, merecidamente. Cantou Alanis Morissette com sua calça de couro e salto 15.

Ricardo Diniz cantou Espelhos D’água com muita poesia. Estilo romântico.

Paulo Soares foi o acortinado da vez. Aproveitou por ser introspectivo e com a voz cavernosa para explodir.

Nonô Lellis é uma loirinha e linda e fofa e arrasante. O nome já é profissional. Portanto, tem meu voto.

Flavinha e Léo formavam uma dupla um tanto inusitada. Vieram aqui de São Paulo para cantar Just a Fool. A vozinha dela começou sem potência, mas juntos são bem oimmmms.

Millane Hora, de Maceió, me conquistou porque é muitoooooo fashion e refinada. Esbanjando alegria, me fez querer levantar do sofá e dançar sem parar.

Kadu Vianna, fez o Daniel também quebrar as regras, rsrs e a Claudinha chorar, cantando Amor de Índio.

Paula Marchesini berrou “Simply The Best” com muita propriedade.

Agora já acabou. Temos 50 selecionados.

Você escolhe quem para torcer?

Filminho de quarta: O palhaço

Há exatamente 3 anos, Senton Mello escreveu e atuou em O Palhaço.

Vou dizer que nunca fui uma criança chegada a circos. Fui 2 vezes com a tia Carla e meus primos e lembro que não achava muita graça nos palhaços, muito menos nos animais. Eles não chegavam a me assustar, mas sou daquelas pessoas que para tirarem de mim uma risada espontânea é difícil. Só me lembro muito bem da pipoca rosa doce, rsrs.

O Palhaço conta a história vivida pelo Benjamin (Senton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José) num circo mambembe durante os anos 70. Benjamin, então, decide viver como um funcionário comum e isto afeta todos ao seu redor e ele próprio. No final, você já deve imaginar: ratos comem queijo, gatos bebem leite, ele faz palhaçada. Nasceu para ser palhaço e não pode fugir disso.

É uma história bonita, de descobertas, em que o homem mergulha no fundo da alma para se reencontrar e a felicidade é simbolizada por um ventilador, que refresca os dias de suor, seca as lágrimas e leva a tristeza no ar para bem longe.

Foi bom ver Paulo José antes do derrame, e pensar o quanto a gente não tem ideia do dia de amanhã.

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Normcore

Passei o final de semana lendo sobre a nova tendência da moda e tentando atualizá-la para o gosto das brasileiras. Não tem jeito. Somos muito montadas, companheiras fiel do saltão e super coloridas. Aqui, a alegria impera.

Normcore surgiu na europa, trazendo uma beleza mais natural que significa pele bem feita e luminosa, porém sem destaque a boca e aos olhos, um birken ou sapatilhas nos pés (isso mesmo, aquelas sandálias de couro grossa que só se avô já tinha usado até hoje, no estilo bem pé no chão), conjuntos monocromáticos (de preferência calças sequinhas e blazers largões nas cores branca, preta, cinza ou beje) e tudo com acessórios bem clean, sem a menor afetação.

Traduzi este estilo colocando uma saia envelope salmão, combinando com regata dourada e lapela no mesmo tom, e sandália de uma tira só verde fluorescente. Um brinquinho de pérolas bem discreto e a volta dos meus cabelos pretos. Sim, até nas mechas o normcore pede uma única cor (sem reflexos).

Entenderam a proposta? Tecidos finos, bem confortáveis, mas sem cair no largadão.

Com participação especial dos primeiros dentinhos do Benjamin.

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The Voice – quarto dia

Minha mãe ligou para falar comigo na horinha que começou The Voice. Eu nem ia atender, mas…

Então eu disse: – mamy, sabe que o the voice começou agora, né?

Ela: – eu sei. hoje estou muito cansada, não vou assistir.

Eu: – mas eu vou assistir, não perco por nada, lembra?

No fim fiquei com tanta dó que acabei perdendo a primeira apresentação (mas acabei de rever no globo.com).

Tudo bem mamy linda, o nego também adora conversar na hora errada.

Rose Oliver abriu à capela, com a cara e a coragem, uma música bem brasileira.

Leandro Bueno, o DJ gato que a Claudinha quase arrancou a roupa por ele, cantou Latch. Ainda não conhecia esta música mas vi muito de Sam (o último ganhador do programa) nos agudos do seu refrão.

Por falar em roupa, ela estava vestindo apenas um blazer (e nada mais). Deu para ver que ali não rolava nenhum sutiãozinho. A sandália dourada, o anel solitário e a corrente grossa deram um tchan. O batom e o esmalte vermelho hiper sexy, como se precisasse de mais. Por isso, o rabo de cavalo baixo, dividido ao meio e super discreto. Ahãn. Se você não viu. O quinto e último dia das audições (quinta que vem) ela estará com a mesma roupitcha. Isso que dá as gravações serem em um único dia.

Marina Saru, a menina de cabelos rosas e um vozeirão, cantou Fresno. Eu e nem os técnicos gostaram. Faltou maturidade.

Luana Fernandes, a aeromoça ruiva, outra mineira (aliás, só deu Minas na noite) cantou Feeling Good. Ah se eu conseguisse um dia na minha vida vestir uma personagem sexy, bem pin up, era esta música que eu queria que saísse da minha boca. Mas, quem me conhece, sabe que só em sonho.

Nanda Garcia, cantou Gente Humilde. Engraçado que ela era afilhada (na música) do Jair Rodrigues, mas foi a pessoa que mais tremeu em um palco. O nervosismo atrapalhou um pouquinho a voz, mas vamos perdoar, né?

Jésus Henrique cantou Serrado do Djavan. Amei a voz doce e ritmada dele.

Débora Coutinho, que foi a descortinada da vez, e a melhor voz disparada da noite, fez a gente querer virar para ela na minha nota de uma canção folclórica americana, mas os técnicos resolveram fazer um suspense básico. Acho mais confortável cantar sem aparecer e enfrentar a plateia, mas sabe, pensando que poderia ser minha única apresentação para TV, eu ia querer que me filmassem do começo ao fim, hehehe.

Karina Duque cantou Um sorriso nos lábios e se pareceu muito com Vanessa da Mata. Gostei das escolhas da noite que foram basicamente bem brasileiras.

Thiago Soares cantou Simples Desejo (hoje eu só quero que o dia termine bem… oh oh).

Lui Medeiros mostrou muita segurança cantando Drão, de Gilberto Gil,

Amanda Mangia, outra novinha, não foi classificada. Cantou Forget You da Avril e foi fofa. Eles justificam que é a falta de experiência, mas a verdade é que de 60 pessoas, nestes 5 programas, 12 precisam sair.

Thiago Costa fez todo mundo dançar com Colombina. Ele coloca a voz muito bem.

O show encerrou com Carlinhos Brown. Não gosto dele, mas não tem como dizer que fez feio ao piano e acompanhado de tantos violinos em “Verdade, uma ilusão”. Aliás, depois emendou o programa Amor e Sexo, com uma apresentação linda da Fernanda e o maridão, e a surpresa de ver Otaviano ao piano cantando Endless love acompanhado da Mariana (arrepiei com a voz dela).

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Cuidar de quem quer ser cuidada (mas não sabe como lidar com isso).

Carrega um peso muito grande quem se atribui a responsabilidade de cuidar do outro. Além de requerer um tempo enorme da pessoa (tem gente que para de cuidar de si mesmo para ficar disponível 48 horas), exije também muita energia.

Cuidar é muito mais do que dar de comer, ficar atento as necessidades, observar as reações e sentimentos em relações a coisas triviais, tal como: a temperatura do dia, a trama da novela, a roupa da vitrine que ela tanto deseja.

Cuidar vai além: é educar.

E muitas vezes a gente atribui este papel de dar educação aos pais, quando muito a escola. Se uma pessoa não teve uma formação de berço ela sempre irá criar uma relação de interdependência e se alimentar dela para continuar viva.

Algumas vezes você já deve ter escutado essa expressão: – não tenho filho desta idade. E sentir exatamente isso: vontade de jogar tudo para o alto, abandonar o barco, mas não sem antes dar uma lição. Falar palavras duras mesmo quando você está com dó. Ser exigente mesmo quando quer passar a mão na cabeça. Tudo porque você sabe que só assim a pessoa vai crescer. E você, mesmo não acreditando, desejaria que um dia isto acontecesse. Porque apesar de tudo, e acima de qualquer interesse, você só deseja o bem dela.

No fundo você nem sabe o que faria se um dia ela não precisasse mais de você. No fundo ela nem imagina como iria viver se você não cuidasse dela. Mas com certeza, seria melhor para os dois.

Conheço alguns casais que se relacionam desta forma. Sem precisarem pedir, um dia passaram a cuidar um do outro, cada um à sua maneira, oferecendo o que podem e muito mais, e tendo que se impor a um padrão de egoísmo mais aceito pelo mundo do que o seu.

Ás vezes uma das partes põe a mão na consciência e entende que passou a ser um fardo muito pesado, mas enquanto o outro não reclama, ela apenas agradece. Pelo menos enquanto não aprender a viver de outra maneira, e entender que não cabe a ele ensinar.

Encontrinho delícia

Como eu havia comentado no post anterior, toda vez que vamos a Goiânia a Carol, o Luciano e a Marina fazem questão de nos receber com um banquete. Eu tenho a sensação que estou fazendo aniversário várias vezes no ano, hehehe.

Desta vez ela reservou o salão do prédio, chamou a turminha e comemos um almoço delicioso preparado pelo chef. A tarde estava muito agradável e foi ótima para colocar o papo em dia.

Aproveitamos para parabenizá-la pela chegada de uma nova princesa (está grávida de 4 meses) e para comemorar meus 2 anos de cirurgia bariátrica. Eeeeeeeeeee.

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Look da noite

As amigas estão perguntando qual look usei para ir no show do jaó. Bom, como era um evento mais terceira idade, e teoricamente a gente ficava sentadinho em volta da mesa, eu fui com um dos meus vestidos novos para vir trabalhar.

Amei a manguinha bufante e o detalhe que imitam pétalas na saia. Mas o que chamou mesmo a minha atenção foi esta cor linda de preto com interferências do branco que dá a sensação do vestido ser cinza chumbado.

Como acessório uma corrente pesada de crucifixo e uma sandália cinza.

O que acharam?

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