A teoria de tudo

Como sentir vontade de ir ao cinema para ver a história real de um astrofísico se não fosse pela linda história de amor e superação, ou seja, pela frágil e forte mulher atrás (ou ao lado, como preferirem) de todo homem?

Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, e sua inesperada doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.

Um jovem casal tinha acabado de se apaixonar. Paixão, sabe como é? Não tem como explicar por que uma menina linda e poetisa que poderia ter qualquer homem se interesse por um cara tímido e tão inteligente que se fecha no seu incompreensível (e enfadonho) mundo. E muito menos como esta criança, com 19 aninhos, entrega a sua vida a um casamento mesmo sabendo que seu marido terá apenas 2 anos de vida?

Bom, você tem que ver pra entender. O ator é exatamente igual ao homem real. A atriz é a cara da Mel Lisboa, hahaha (presença de Anita, sabe?). Fotografia linda (ainda mais quando entra uma terceira pessoa na vida da família), capacidade de fazer filhos incontestável, e uma grande possibilidade de vencer o oscar.

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Queria

Eu queria ser aquela mulher que um dia cantou atrás da porta do chico buarque, aquela que você escolheu quando deu google e apareceu mais de 76 opções de intérpretes diferentes no youtube. Eu queria ser aquela mulher que no meio da música chorou de soluçar e chegou a comover o violoncelista emudecendo qualquer tentativa de você fazer algo diferente do que colocar no papel o seu sentimento tão guardado sobre um tal de amor.

Eu queria ser aquela mulher que lhe inspirasse a fazer algo novo todos os dias: trivial ou genial, todas elas com peso igual.

Eu queria ser aquela mulher que vez ou outra aparece nos seus sonhos, mesmo aqueles que você acorda sem fôlego, regado a suor, desnorteado de saudade.

Eu queria ser aquela mulher que lhe causasse ao mesmo tempo orgulho e dor no peito. Aquela que você gostaria de pronunciar o nome, letra por letra, bem devagarinho ao dormir sem querer com a tv ligada no sofá.

Eu queria ser aquela mulher que seus amigos acham boazinha, mas nas suas costas não deixam de comentar que também é boazuda.

Eu queria ser aquela mulher tão inteligente que é capaz de conversar sobre o tempo, o governo, a situação do país, as guerras no sudão, o ator da novela das 7h, o BBB, como também saber a hora de calar, sabiamente ouvir o que passa dentro de você, nesse coração que viveu muito tempo trancado.

E queria ser aquela mulher que enrubece se fingindo constrangida quando escuta um elogio, que é bonita sem maquiagem e os cabelos desgrenhados são realmente o maior charme.

Eu queria ser aquela mulher que você chama de sua, mas na verdade não tem tanta certeza assim, e isso definitivamente lhe enlouquece.

Eu queria ser aquela mulher que lhe espera na nossa casa noite sim, noite também, e que faça algo surpreendente ou revele algum segredo, mesmo depois de tantos anos juntos.

Eu queria ser aquela mulher que sem ela você seria sim capaz de viver muitíssimo bem, mas como é super teimoso apenas não quer e ponto. Quem sou eu pra discutir?

O que acho sobre a comunicação entre grupos

Nunca fui boa de grupos. Sempre que arranjava uma amiga, ela era minha melhor amiga e não entendia muito bem o fato de ter que dividi-la. Não que isso me tornasse uma menina ciumenta e possessiva, longe disto. Era apenas uma criança.

Também tem meu lado independente. Nunca chamei uma amiga pra ir junto ao banheiro. Não enxergo a necessidade que as mulheres tem de fazerem daquele lugar o antro secreto das fofocas e de consequentemente usarem meu ouvido pra pinico.

Cresci com o fato de não conseguir reunir em um mesmo lugar grupos diferentes. Por exemplo, para comemorar meu aniversário eu nunca convidei a família, os amigos do colegial, os colegas do serviço, as meninas da natação, a galera do violão. O que me rendeu o título de ser a maior comemoradora de datas especiais que conheço (fazendo uma festa por dia durante toda a semana). Eu os amo, de uma maneira tão especial, que trato cada um de maneira única. Posso dizer que como legítima geminiana sou uma pessoa diferente com cada pessoa e situação.

Por isso, pra mim, é muito difícil entender, quase impossível conciliar o fato das pessoas se comunicarem através de grupos nas redes sociais. Sim, é uma maneira incrível e maravilhosa de me sentir parte da turma, parecer mais jovem, aceita, e com menos tempo de criar meus próprios problemas já que tenho que ajudar a resolver o dos outros (ou, na maioria das vezes, dar palpites inúteis mesmo).

Mas sou daquelas que uso o celular como despertador e vira e mexe esqueço ele embaixo do travesseiro. Como seria capaz de acompanhar em tempo real o que cada um dos meus amigos vai comer no almoço? Até porquê qualquer tentativa desta façanha me faz querer realmente participar e fazer comentários sobre tudo no zap zap, de assuntos que nem estou por dentro, e que, dependendo da interpretação de quem lê pode parecer mais irônico do que amigável.

Ao contrário do muitos podem imaginar, eu não releio o que escrevo. A primeira coisa que vem na minha cabeça, quase intuitivamente, está lá. Pode servir como um conselho ou apenas filosofia barata. Mas no final ficará registrado e isso pode magoar alguém que nunca, de maneira alguma, eu tinha intenção de magoar.

Aí tem também os grupos da família. Este sim me deixam perdidas. Como posso contar coisas íntimas para minha mãe que a tia-avó-da-minha-prima também ficará por dentro? Quando me dou conta estou no chat do face pensando que tenho uma conversa particular mas na verdade aproximadamente 249 pessoas estão lendo. E elas mudam de tema sem qualquer constrangimento, não acabam uma conversa, dificilmente pontuam alguma frase, tentam usar as gírias dos jovens em momentos inadequados, saem sem se despedir, é um verdadeiro horror.

Acho que apesar de faladeira ainda dou muito valor naquele momento de silêncio em que posso ser eu mesma que ninguém vai me julgar, naqueles minutos que fico com a melhor companhia que alguém pode ter: você mesma.

O dia que meu vovô saiu na primeira página do jornal

Se eu fiquei orgulhosa, meus 6 tios, 15 primos, 9 priminhos, 2 irmãos, minha mamy, meu pai, meu marido, a vovucha ficaram supeeeeeer orgulhosos, imagina ele! A pessoa mais vaidosa que eu conheço. Faltando 1 mês para completar 90 anos, meu avô querido (o vovô Max) concedeu uma entrevista de capa para o correio de uberlândia, o jornal da cidade. http://www.correiodeuberlandia.com.br/cidade-e-regiao/maxwell-de-oliveira-e-mato-grossense-de-coracao-uberlandense/ 

Depois de 33 anos convivendo com este homem incrível, ele conseguiu mais uma vez me surpreender. É lógico que uma página é muito pouco para uma história incapaz de ser resumida. Não falaram, por exemplo, que até hoje meu avô sobe no telhado de casa pra consertar a antena da TV, que ele não para nuncaaaa, seu dinamismo e sua força incomparáveis. Não falaram sobre o seu amor com as plantas, o conhecimento da fauna e da flora, e como ele voltava com a barra das calças encardidas quando ia capinar o sitio. Não falaram de como ele senta com a coluna retinha na cadeira, que pede para os netos darem socos no seu abdomen pra mostrar o quanto é durinho, que ele come bastante salada verde com azeite nas refeições, e guarda a rapadura escondida no armário de roupas. Não falaram que ele leva um pentinho (para os cabelos) no bolso da calça, mas deu pra ver na foto (e morri de rir quando reparei) que manteve a caneta (da época de contador) no bolso da camisa (sempre branquinha).

Lembro dele se barbear todas as manhãs e colocar uma loção bem cheirosa quando eu chegava para lhes visitar. Lembro do seu abraço carinhoso e dele contar alguns trechos da sua vida, mas sempre assim, no meio de uma história e outra (talvez por isso eu sabia como ele tinha conhecido minha avó, mas não os detalhes do primo cupido). Lembro de eu entrando no seu escritório e vendo ele carimbar com a logo Max Representações papéis pregados com grampos na sua agenda preta e de ter o calendário do ano colado com durex na parede. Lembro que ele sempre foi na dele (mais prático, sabe? respeitando nosso espaço), nunca foi muito chegado a questões sentimentais, deixava que a gente guardasse os mimos pra vovó. Lembro dele sair cedo pra comprar queijo no mercado, levar umas cartas no correio e dar uma passadinha da praça pra bater papo com os amigos (e como quem não quer nada, acabar constatando, que a saúde dele estava muito melhor). Lembro que aos poucos descobriu o amor pelos livros e se dedicou a estudá-los profundamente. É isso, não foi falado na entrevista. Lembro dos porta-retratos das formaturas e casamentos dos netos, e agora dos bisnetos, enfeitando a mesa da sala de estar e do esconderijo nada secreto das chaves que abrem a porta da casa (uma casa sempre cheia, sempre aberta).

E quando leio ele falar que sua maior riqueza é a família, todo mundo que o conhece sabe que é a verdade. A família que ele educou, protegeu, respeitou, se dedicou, e acima de tudo amou. Filhos lindos, inteligentes, sempre sorridentes e portadores da PAZ. Lógico que não podemos tirar o mérito da minha vovó em tudo isso. A mulher que ele cuida, escuta e admira todos os dias das suas vidas.

Naninho

Meu segundo pai.

Meu padrinho.

Meu tio Naninho (meu e de todo mundo que um dia cruzou o seu caminho).

Um homem de verdade (ou anjo, difícil definir). ÚNICO. Sem igual.

Que usa o coração para todas as coisas;

Que coloca você em primeiro lugar;

Que pensa antes de falar e sempre tem as palavras certas, mas principalmente sabe escutar;

Que ilumina nossos dias com uma alegria tenra e radiante;

Que coloca no colo e faz cafuné;

Que já carregou o peso imenso de ser considerado perfeito, não ter defeitos, não poder errar, apenas agradar. E hoje é humano, sincero, modesto. Capaz de encontrar a felicidade nas coisas mais simples do dia a dia. Encontrar, compartilhar e não deixar que ela vá embora.

Que é incapaz de ferir, de mentir, de fazer o mau.

O conciliador, o psicólogo, o amigo, o marido, o filho, o professor, o abrigo.

Que me ensinou a tirar o sapato se ele apertar; ser uma eterna criança que ri até chorar; fazer as minhas escolhas e mudar de ideia se for preciso; a admirar as qualidades e até os defeitos do outro; nunca julgar; observar as pessoas chiquérrimaaaaas passando, a beleza da vida e saber a hora certa de fazer parte dela; a dar bom dia, boa tarde, boa noite com um sorriso nos olhos que nunca se apaga; ser educada, prestativa e gentil acima de tudo. Enfim, tentar seguir ao menos 1/3 dos seus exemplos.

Eu não saberia viver sem ele.

Só de imaginar, meus olhos se enchem de lágrimas. A saudade é infinita.

E a cada dia eu o amo mais.

Como se coubesse tanto amor assim no meu coração.

Como se eu pudesse guardar este sentimento tão particular para essa e as outras vidas que, se Deus me der a honra, terei ao lado dele.

Ele é tudo e mais um pouco.

Meu, seu, nosso, Giovanni Ferreira Pitillo.

Obrigada por mais um ano sendo o maior presente que eu poderia ganhar da vida.

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Bem Bom

Depois do sucesso dos meninos no Food Truck – A Batalha, programa do canal GNT que estreia dia 2 de março, às 19h30, Alexandre Salinas, Daniel Mandu e Zé Rubens resolveram começar uma sociedade para mostrar tudo que aprenderam na faculdade, além de pitadas cheias de personalidade de uma culinária com muito sabor.

O local: HOUSE OF FOOD, é uma espécie de cooperativa onde os sócios alugam o local, disponibilizando de uma cozinha toda equipada e uma bancada para servir as refeições aos clientes. Os meninos alugam as diárias (já se comprometeram com 7 neste mês de janeiro – dias 9, 16, 23, 24, 25, 30 e 31) e passam o dia cozinhando para fazer almoço, lanche e happy hour, cada vez um cardápio diferente e mais do que delicioso.

A estreia foi na última sexta e como eu previa: um verdadeiro sucesso.

No almoço, serviram um combo de Jambalaya, salada com dadinhos de tapioca e folheado de chocolate de sobremesa.

No lanche, as melhores esfihas de São Paulo (receita passada de vó para neto). Muitoooo recheadas.

No happy hour, heineken trincando por 4 reais, sanduba de pastrami, bolinho de arroz e lanche veggie com lentinha.

O House of Food é beeeem perto da estação Fradique Coutinho da linha amarela do metrô. Rua Doutor Virgilio de Carvalho Pinto, 57, Pinheiros. Próximo a Avenida Rebouças.

Aberto das 12h às 23h. Nos vemos na próxima sexta?

Olha, é bom chegar cedo se quiser sentar e garantir seu lugar perto do ar-condicionado.

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