Cineminha: Para sempre Alice

Ontem, para não perder o último dia do filme que deu o oscar de melhor atriz para Julianne Moore, assisti PARA SEMPRE ALICE. Pensando no email que meu pai me escreveu e mandou na sexta de madrugada que dizia: “De uma certeza não podemos escapar. Se nos faltarem a visão, audição e a voz, mais se ainda tivermos o sentimento, sobreviveremos.” percebi o quanto temos tentado pegar leve com o mal de Alzheimer mas que esta doença é muito mais profunda e debilitante do que podemos supor.

Se eu falar que chorei no começo ao fim do filme vou estar mentindo. Mas quando o choro vinha era compulsivo. Imagina uma linda doutora em linguística que acaba de completar 50 anos e será avó pela primeira vez vendo sua vida de mulher super ativa e inteligente se perder. Não estamos falando só da sua memória mas dela se reconhecer nela mesma. Tudo pelo o que ela tanto lutou vai acabando dia após dia, fujindo completamente do controle até ela não conseguir nem mais falar.

Lembrei muito da minha vovó. Quando ela não se lembra da gente, tentamos amenizar o sofrimento rindo com ela do ocorrido. A família tenta levar como se aquilo não fosse tão forte. Mas depois de ver o filme, tenho medo de estarmos a magoando de alguma maneira. É normal os mais velhos acabarem se esquecendo de algumas coisas, mas nós não. Não podemos esquecer o quanto eles um dia foram brilhantes, únicos, cheios de energia, e acabar menosprezando tanta vida que um dia existiu e ainda existe.

Algumas pessoas são como borboletas…

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