10 anos atrás…

Quando você me conheceu eu usava uma echarpe com as cores do arco íris. Você disse para a sua mãe que eu tinha o sorriso mais lindo que já viu. Eu não fui muito com a sua cara. Embora todas as meninas da agência tenham ficado alvoraçadas com seu narizinho empinado e a camisa pólo mostarda. Fez um blog com poemas pra mim. Achei que sabia tocar violão. Tudo bem, eu também não sei. Me levou para um festival sertanejo e quando Mato Grosso e Matias cantavam Tentei te esquecer, você me deu um beijo. Disse que fui de sapatilha para ficar da sua altura. No Pit Dog entre um X-Tudo e um creme de morango me chamou pra namorar. Quando eu disse sim você falou que eu era doida, mal te conhecia, e se você fosse um traficante de drogas? Mas aceitou. Me disse que eu tinha que gostar de quem gosta de mim. E você já queria alugar uma casa, comprar uma geladeira, um fogão. Quase pulei do carro de susto. Mas você tinha 2 certezas na vida: a morte, e que se casaria comigo. A gente brigava porque você tinha ciúmes, brigava porque eu sentia sono antes das 10h da noite, brigava porque eu confiava demais nas pessoas. Éramos opostos. Sua irmã me deu os parabéns, nenhuma outra namorada havia sobrevivido a 1 mês. Trabalhávamos juntos. Sentava na minha frente. Passou a sentar do meu lado. Sem querer, via meus emails. Pediu demissão. Saiu da agência. Quis matar um. Saiu da profissão. Fomos para Fortaleza. Nossa primeira lua de mel. Alugamos um carro e descemos as dunas com emoção, comemos o maior camarão deste mundo. Você adorava minha sainha jeans, ou seria as minhas coxas? Não sei ao certo. Eu colocava minhas pernas no seu colo enquanto dirigia a Strada Vermelha. O banco de trás não era tão confortável assim mas estávamos apaixonados. Eu perguntei se você se importava que me mudasse para São Paulo. Você apoiou sem pensar duas vezes. Faria uma especialização, moraria com meu irmão. Você me deu um celular pra te ligar todas as noites. Eu ligava. Roubaram o celular. Você aparecia de surpresa quando a saudade apertava. A gente passou a conhecer vários barzinhos. O nosso preferido era aquele na esquina da Bela Cintra. Fechou. Um dia o ponto vai ser seu. Mas a gente ainda não sabia que de Designer Gráfico se transformaria em Chef de Cozinha. Você ainda tomava Brahma Zero. Imagina se sabia qualquer coisa sobre o futuro. Eu ia para Letônia. Meu avô faleceu. Você deu perda total no carrinho. Acabei escolhendo Amsterdam. Tinha visto as tulipas na novela. Ficou com medo das drogas, mas incentivou mais uma vez. Pediu minha mão na pracinha para o meu pai. Eu ainda não sabia que casaríamos, eu não tinha noção do quanto iria cuidar de mim. Você abriu uma barraquinha de salgados. Emagreceu 20 quilos. Eu andava de bicicleta, morava em um barco, desmaiei porque só comia salada acompanhada de mini latinhas de coca cola. Você vendeu o carro branco do seu pai. Foi atrás. Venceu meu visto de estudante. Nos mudamos para Alemanha. Carregou minhas 8 malas. A gente não tinha onde morar. No hostel, arranjou um bico com um português. Ele separava os queijos com a unha e vendia comida vencida. Você matava os ratos do porão, fazia pães, lanches, almoços, limpeza pesada. Nem dormia. A gente morava na casa do Consul da Macedônia, com um lago na frente. Congelante. Você fazia compras toda manhã. Brazilian Food For Friends por 3 euros e 50. A Sophia foi morar com a gente. Festas, reuniões, como se estivéssemos novamente na faculdade. Você logo faria outra. Mas antes morou num sofá fedendo a coxinha, e eu morri de saudade. Voltou pra mim. Fomos morar em Ribeirão Preto. Eu já havia feito faculdade lá. O sofá de couro preto não era tão divertido assim. Fui demitida. E nos casamos. 3 dias de festas. Foi incrível. Você se perguntou onde eu estava porque se viu sozinho ali no altar. Sua mãe cutucou suas costas quando meu pai me levou até você. Descemos a escada ao som de rock pesado. Fiz entrevista de emprego na nossa lua de mel em Curitiba. Estrada de fazer o sonho acontecer. Moramos com meu irmão. Moramos na Frei Caneca. Eu trabalhava na Sumô. Sua mãe foi morar com a gente. Sua irmã foi morar com a gente. Você estudava a noite. Mal nos víamos. Engordei 25 quilos em um ano. Tinha um supermercado na frente. Churrascos no domingo e alguns rolés na Augusta com os amigos. Fez um site de comidinhas. Ácidas e picantes. Fotografava meu prato do dia. Deu entrevista para a rádio. Divulgou receita na revista. A gente se mudou para Vila Olimpia. Era mais perto do serviço. Trocou o Ka preto pelo Peugeout zicadinho. A cada mudança de casa tocava Amy Whine House, mas era Adele que bombava naquele ano. Começamos a frequentar o Shopping, mas nunca com tanta frequência quanto hoje. Assistíamos o seriado House nas quartas de futebol. Fiz cirurgia. Você mais uma vez estava ao meu lado. Chorou quando eu tomei 50ml de sopa rala. Chorou de ajoelhar ao lado da cama da minha mãe. Perdi o emprego. Você tinha acabado de pedir demissão do Amici. Nosso primeiro sobrinho afilhado lindo razão do viver nasceu. Fomos morar com a sua irmã. Fiz mais de 80 entrevistas de emprego. Briguei com minha família. Agora você era minha família. Cresci a força. Sujei as toalhas da Samy com rímel. Nunca mais sai. Arranjamos um apê em Moema. O bairro que sempre quis morar. Familiar. Usamos menos o carro para sair. Conhecemos 3 barzinhos e desistimos de conhecer mais. Fica mais barato beber em casa. Heineken. Arranjei um trabalho. Uma agência top. Conheci alguns artistas, descolei convites para as festas da mídia. Você participou de um programa de tv de food trucks, participou de uma cooperativa, viu que o prato mais vendido era o hamburger. Criou a Burgerland. Um dos colegas virou sócio. Viaja todas quartas e quintas para Itapecerica da Serra. Não fica sem o colírio nos olhos. Toma limão espremido todas as manhãs em jejum. Não come nunca. Também não dorme. Acha o quarto pequeno. É mesmo. Deixo o seu lado arrumado. Vimos São Paulo de cima. Descobriu que não tem medo de helicóptero.

Te amo. Cada dia mais.

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Prata em Cannes para Grey – A Arte da Espera

Meu amigo Eduardo Nose ganhou um leão de prata no Festival de Cannes com uma ideia super criativa. Sabe aquele tempo precioso que a gente perde tentando cancelar qualquer serviço pela central de atendimento? Vocês vem acompanhando a novela com a TIM no último 1 mês e meio. Nos últimos 2 finais de semana fiquei esperando o técnico que nem deu sinal de vida, e quando ligo pedindo educadamente para que resolvam o meu problema porque não quero partir para o cancelamento de fato já me tratam como uma pessoa íntima (aquela tia que fica ligando de 5 em 5 minutos para perguntar como passaram o dia, se dormiram bem…)

A partir deste insight o Du e toda equipe criaram uma campanha para o Reclame Aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=lI86tcPIdqk

Vale a pena o clique.

Megapix 7 anos

Desde que a Talita Roza saiu da agência, a gente aproveita toda e qualquer ocasião para se ver. Isto não quer dizer que a encontro na frequência que eu desejava, mas que ela se esforça me convidando para cada coquetel de veículo, cada festa de mídia. Eu acabo chegando tarde e ela saindo cedo, mas dura tempo de uns abraços e de confidenciar alguma novidade (fofocar mesmo). Ontem foi a vez da Megapix.

A Megapix estava comemorando 7 anos e a expectativa era alta. Convites foram mandados com 2 meses de antecedência, e email mkts disparados com o teaser que prometia a festa do ano. Correu boatos que até a cantora Anitta se apresentaria na noite (mas foi só boato mesmo).

Com o tema: luz, câmera, ação, fomos recebidos como se entrássemos em um filme, com direito a carrinho de pipoca. Ainda bem que não gastei meu estômago com isso, pois lá dentro tinha muita comida: variados salgadinhos, risoto ao funghi, penne ao molho branco e capelletti ao sugo. Quem bebe também estava super bem servido com heineken, batidinhas, drinks.

Tudo aconteceu no Villa Mix. Engraçado que eu estava imaginando que seria no Vila Country (também na Vila Olímpia). Fica ali na Rua Beira Rio e é um espaço enorme de eventos. Gostei. Decoração impecável, banda animadíssima, DJs eletrizantes, personagens como os Minions, o Darth Vader, e tequileiros vestidos como o capitão Jack de Piratas do Caribe circulavam entre a gente.

Pena que a Jeni também ficou pouquinho pois estava com uma sinusite matadora. Como eu estava “presa” na festa, pois havia esquecido a chave de casa dentro do carro e o carro estava com o meu marido em Itapecerica, fui a última a sair. 2h20, depois de dançar horrores, fomos expulsos por motivo de acabou. Desligaram o som, a luz, fecharam a porta. Tchau. Chega. Amanhã ainda é sexta. E a pobreza aqui tentando pegar o wifi da casa para ligar pro taxi 99 que dava 25 reais de desconto na corrida (também cortesia da festa).

Foi muitoooo legal. Quero agradecer ao Mario, ao Dimas, ao Nick, ao Lucas, ao Diego, a Fer, a Nath, a Teca, a Ju, a Barbara, a Pri, um bando de gente linda que me fez companhia até o final. Detalhe: ainda fiquei 1 hora na porta do apê esperando a chegada do marido do trabalho.

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Fast Berlim

Ainda não te contei aonde passei meu Dia dos Namorados? Desculpe. Aconteceu tanta coisa, uma atrás da outra, que não tive tempo nem pra agradecer.

O dia mesmo, 12 de junho, uma sexta com chuva fina, passei trabalhando em Salvador. Fui gravar um comercial que criei. Daí passei 4 horas esperando a Van, mais 4 horas viajando de avião com conexão no Rio de Janeiro (enfim pisei nesta maravilha de Deus e não consegui ver nada além do que nuvens carregadas, mas posso dizer que estive lá, uhullll), 1 hora no trânsito de Sampa (afinal, dia dos namorados sempre vem com brinde: o maior congestionamento do ano), e quando cheguei em casa 3 dias sem ver meu marido: SURPRESAAAAAA, a família toda estava me esperando. Cunhas, sogrita, baby, bolo de brigadeiro (de verdade), velas estrelares, um vaso de gérbera (minha flor preferida), cartinha, balões, pão de metro, risoto de limão com linguiça. Tudo delicioso. Uma festa linda só para mim.

Por isso, fui curtir meu amor só no sábado. Este dia sim, amanheceu lindo, com um sol absoluto, e a intenção era almoçar em um lugar que lembrasse os momentos mais felizes das nossas vidas em Hamburgo. Mas como acordei tarde, fizemos faxina, lavamos roupa, fomos na academia, quando conseguimos sair para este novo barzinho em Pinheiros já tinha fechado, 3h da tarde, e só reabriria às 7h da noite. Bom, vou deixar mais claro para você entender. O bar continua aberto, mas a cozinha fecha. Portanto quando cheguei às 6h da tarde fiquei esperando ansiosamente pra provar aquelas delícias alemãs (meu almojanta de dia dos namorados no dia do santo antônio).

A questão é que quando cheguei lá. Aquele clima europeu, rock alternativo tocando, decoração descontraída, não quis ir pra outro lugar. Meu marido provou 3 cervejas com o teor alcóolico nas alturas e eu escolhi o Fricadellen com batatas rústicas para relembrar o sabor da terrinha. Como o dono é Alemão, posso dizer que se assemelha bem ao original, mas nunca vai ser igual ao de lá (abrasileiraram bastante para o nosso paladar).

A nova casa que abriu há 1 mês se chama Fast Berlim e já foi aprovada até por Ailin Aleixo do site gastrolândia. Rua Mourato Coelho, 24. Eu recomendo.

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Cineminha da semana: O melhor de mim

Hoje vou falar do filme O melhor de mim. O livro de Nicholas Sparks, como todo livro, é bem mais emocionante. Acho que é porque quando assistimos o roteiro pela telona acabamos tendo pistas dos próximos passos dos protagonistas. Não vou afirmar que é previsível porque soa um pouco negativo, mas como tudo é ação e reação fica um tanto óbvio que se a intenção era nos fazer chorar, ele vai conseguir.

Amanda Collier e Dawson Cole se conheceram há 21 anos e se apaixonaram perdidamente. Estudantes, descobriram o primeiro amor apesar da gritante diferença entre suas famílias. Os Cole eram traficantes de droga e Dawson cresceu em um ambiente opressor, sendo torturado pelo pai e sofrendo o preconceito de toda cidade. Os Collier são uma típica família tradicional, de classe altíssima, que quer se livrar de Dawson para não atrapalhar os sonhos da filha. Um acidente acaba mudando drasticamente o destino deles, e mesmo que a gente viva torcendo para um final feliz nas histórias de amor, nem sempre acontece assim.

Apesar do cenário encantador, fotografia, trilha, falas, direção, aqui é vida real. Acontece tanta coisa em 2 horas de filme que é impossível não se identificar com qualquer parte da trama. Você até acaba acreditando que o ator de 3 metros de altura que aparece no começo do filme é o mesmo do baixinho, eterno X-Man, do final (meu marido torceu o filme todo para desta vez não fazer papel de corno).

Engraçado como foi lançado no ano passado e tanta gente do meu ciclo de amigos do face pegou para assistir essa semana. Qualquer comparação com meu filme preferido, O diário de uma paixão, é só uma feliz coincidência.

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Fazia 6 meses que eu não ia a Goiânia. Estava com tanta saudade que diante de tantos compromissos, a vida corrida, a corrida vida, quase desisti de ir. Como eu tinha trabalhado nos finais de semana até de madrugada, minha chefe deu day off no meu aniversário (o melhor presente que alguém poderia ganhar) se eu tivesse realmente tido um aniversário.

Quando soube que meus tios estariam pescando, resolvi liberar minha mãe de fazer uma festa só para os primos (gostaria muito, muito, muito de ter visto eles) mas não queria dar trabalho. Não sei porquê tive esta brilhante ideia. Há 33 anos fui super mal acostumada de comemorar a semana de aniversário da Ellen, correndo o risco desta semana ainda durar 10 dias. Então quando eu disse: “não precisa ter festa, mas podemos comemorar no domingo” eu, definitivamente, não achei que estava dispensando também os abraços, os parabéns, as ligações, o carinho. Sei lá, parece que ir a uma churrascaria rodízio já resolvia.

Daí tivemos quinta (de feriado), sexta, sábado, domingo. Encontrei alguns amigos, senti falta de muitos outros e chegou finalmente a segunda. É isso mesmo. Esperei dia a dia, minuto a minuto, muito. Mas nenhuma surpresa, vinda de nenhum lugar. Até que no meio do chá de bebê feito pela Tati e num jantar de domingo com a Rafa, tentaram me agradar. Teve aniversário. Teve sobremesa. Mas não ouvi o grito da galera cantando parabéns. Não ganhei brinde do garçom.

A meia noite eu estava na sala de TV assistindo SuperStar e fui na cozinha conferir o relógio do microondas. Era hora. Ganhei um beijo do marido, um abraço do pai e ouvi Vapor Barato, minha música preferida de todos os tempos. Dentro de mim borbulhava uma empolgação incontrolável. Antes de dormir ainda conferi as primeiras mensagens. Tudo bem que eram de consórcios, empresas aeronáuticas…sei que foi um job difícil pra eles, por isso valorizo.

A segunda foi igual todas as outras. Ou quase. Fazia muito calor e fui tirar sangue. Quando a atendente da clinica reparou na carteirinha da unimed que era meu dia, me desejou felicidades e eu, por pouco, não levantei para dar um abraço nela. A sequência foi correr atrás de uma pamonha por toda a cidade com a vontade de trazer minha comida preferida para o resto da família e depois de um almoço com quibe queimado, um bolo de banana (que minha mãe comprou com o maior carinho) para não deixar passar em branco. Nem consegui comer, mas a intenção valeu muito mais. Ah, teve o bolo que a Tia Telma comprou também mas levou para Pousada. Como eu disse, amei. O importante é a lembrança.

A tarde voltei pra minha casa. E depois de chegar de viagem quis logo ir para o shopping. Parecia estranho não cumprir o ritual de ir toda semana comer japonês na praça de alimentação. Foi quando senti que realmente tinha ficado velha. Este 1 ano pareceu uns 6 pelas minhas contas. Talvez pelos quilinhos a mais que resistem bravamente de ver se estou na Europa. Talvez, porque depois de meses esfuziantes, com dias tão felizes e cheios de realizações, o tempo havia parado só para me deixar ansiosa. Tentava me lembrar das partes boas: a ligação da tia márcia, da tia carla e do padrinho Beto (depois de 5 anos).

Acordei feliz. Tinha certeza que teria uma surpresa. Tinha certeza que os amigos do trabalho que receberiam com braços abertos e abraços apertados. Na minha mesa, um cartaz imenso tendo eu no papel de Branca de Neve e meus lindos anõezinhos marmiteiros. Se fosse “só” esta a homenagem que o Mario layoutou pra mim, já seria mais do que incrível. Os recadinhos atrás, todas aquelas dedicatórias, nossa, vou guardar pra sempre. Quase na hora do almoço, me ligam chamando da recepção, e a Larinha estava lá com uma cesta de chocolates deliciosa, mas foi o abraço dela e toda sua dedicação que quase me fizeram chorar. No almoço, foram só nós 3. Queria todos amigos presentes, mas eu super entendo. Eu também tinha 5 campanhas pra entregar hoje. Por isso, são 22h e ainda estou aqui.

Daí a tarde passou e tudo bem se tinha melão ao invez de um bolo surpresa na cozinha. Tudo bem. Sei como é difícil organizar toda galera pra fazer uma festa. Mas uma hora fui procurar a Vandinha e vi um bolo lá. Fui ao banheiro achando que era pra mim. Mas quando passei novamente por lá era o bolo de outra colega que faz aniversário no mesmo dia.

Fui para a minha mesa. Segurei para não chorar. Confesso que foi difícil. Quem mandou eu ter dito um dia que não ligava para bolos. Não ligo mesmo. Mas ligo pro parabéns, pela atenção, por lembrarem de mim. E já era 19h. Teoricamente a hora que devemos ir para casa. E o Rafa resolve me chamar pra arejar um pouco, andar até a cozinha. Fiquei brava quando vi todo mundo lá. Fiquei brava quando vi que não ia poder mais ficar brava com eles. Fiquei brava porque já tinha acreditado que não era tão querida assim… E chorei, abaixei a cabeça e chorei. Este ato foi tão espontâneo e infantil e entregue que voltei a ser criança imediatamente. Eles, todos eles, durante o dia todo, e desde quinta, me devolveram a esperança no mundo, a felicidade no coração. Voltei a acreditar na humanidade. E sinceramente, nem sei se quando minha dupla comprou aqueles bolos de cenoura pra mim, imaginava que estava fazendo tudo isso. Fazendo com que eu voltasse aos 14. Ou percebesse que nunca saí dele.

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